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O livro antigo da atualidade

Por Nice Almeida

Originalmente publicado em 1857, O Livro dos Espíritos marca o nascimento da Doutrina Espírita e inicia o conjunto de cinco publicações que formaram a Codificação Espírita organizada por Allan Kardec. Considerado o Consolador Prometido por Jesus Cristo, o Espiritismo apresenta um novo caminho e a crença de que a vida continua após a morte.

E como ciência e filosofia que a doutrina é, as questões sociais não são excluídas da publicação que traz à tona verdades provocativas para nossa mudança interior e elevação moral.

Com quase 170 anos do lançamento da sua primeira edição, O Livro dos Espíritos contém respostas atuais para o mundo que vivencia uma realidade cruel: a violência contra a mulher.

O capítulo 8 da parte terceira do livro trata da Lei de Igualdade e nos fala de algo que há muito já deveria ter sido entendido pela sociedade em sua essência. Na questão 822 os espíritos respondem para Allan Kardec: “A emancipação da mulher acompanha o progresso da civilização. Sua escravização marcha de par com a barbárie”.

E prossegue afirmando: “Os sexos, além disso, só existem na organização física. Visto que os Espíritos podem encarnar num e noutro, sob esse aspecto nenhuma diferença há entre eles. Devem, por conseguinte, gozar dos mesmos direitos”.

Os ensinamentos começam por uma pergunta importante feita por Kardec: “Sendo iguais perante a lei de Deus, devem os homens ser iguais também perante as leis humanas?”

A resposta vem em concordância com a máxima de Jesus: “O primeiro princípio de justiça é este: não façais aos outros o que não quereríeis que vos fizessem”.

E na pergunta 820, uma resposta cheia de luz. “A fraqueza física da mulher não a coloca naturalmente sob a dependência do homem?” – questiona Kardec. No que os Espíritos são diretos: “A força que a um sexo Deus concedeu é para que proteja o outro, não para que o escravize”.

E, para encerrar, a questão 817 do mesmo livro: “São iguais perante Deus o homem e a mulher e têm os mesmos direitos?”. A resposta é clara. “Não outorgou Deus a ambos a inteligência do bem e do mal e a faculdade de progredir?”.

E por hoje, não há comentários de minha parte. O Livro dos Espíritos já esclarece tudo.

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