A família de Yanne Ferreira de Vasconcelos está denunciando publicamente a situação enfrentada pela jovem, internada no Hospital da Unimed – Alberto Urquiza Wanderley, em João Pessoa, enquanto luta contra a Porfiria Aguda Intermitente, doença rara, progressiva e considerada potencialmente fatal.
Segundo familiares, mesmo após a confirmação diagnóstica e indicação médica considerada urgente para administração de Hemina — medicamento essencial no controle da doença — a paciente ainda não teria recebido o tratamento adequado de forma integral e imediata.
A denúncia aponta não apenas demora por parte da Unimed João Pessoa na liberação da medicação, mas também possíveis interferências administrativas em prescrições médicas. De acordo com relatos da família, teriam ocorrido reduções nas dosagens inicialmente prescritas pelos médicos responsáveis, supostamente com objetivo de reduzir custos da operadora.
Enquanto o impasse persiste, Yanne permanece internada enfrentando dores intensas, crises neurológicas, agitação severa, insônia e agravamento progressivo do quadro clínico.
A família afirma que a situação gera preocupação diante do risco de sequelas neurológicas irreversíveis e possível comprometimento da vida da paciente caso o tratamento indicado não seja administrado conforme orientação médica.
“O que está acontecendo é desumano. Estamos vendo uma jovem sofrer diariamente enquanto decisões burocráticas atrasam um tratamento vital”, relata a família.
O caso levanta questionamentos sobre os limites da atuação administrativa de operadoras de saúde em decisões clínicas e sobre a necessidade de garantir autonomia médica em situações de alta complexidade e risco iminente.
Os familiares pedem investigação dos fatos, providências urgentes e maior visibilidade pública para o caso, na tentativa de evitar consequências irreversíveis para a paciente.
Até o momento, a Unimed João Pessoa não se pronunciou oficialmente sobre as denúncias apresentadas pela família.















