Entenda o que mudou com a revogação sobre o monitoramento do Pix - André Gomes
Siga nas redes sociais

Negócios

Entenda o que mudou com a revogação sobre o monitoramento do Pix

Nos últimos dias, a decisão da Receita Federal de revogar o ato normativo que previa o monitoramento de transações realizadas via Pix gerou repercussão em todo o país. A medida foi anunciada após a circulação de notícias falsas e interpretações equivocadas que causaram preocupação, especialmente entre consumidores e pequenos empresários. Para esclarecer o tema, o contador Wagner Arnaud comenta os desdobramentos dessa revogação e como ela impacta o uso do Pix e as obrigações fiscais.

De acordo com Wagner, mesmo antes da tentativa de ampliação, algumas movimentações financeiras já eram reportadas à Receita por instituições financeiras tradicionais, como bancos e cooperativas de crédito. “Os valores que estavam sob monitoramento eram de R$ 2 mil mensais para pessoas físicas e de R$ 6 mil para pessoas jurídicas. Esses critérios permanecem os mesmos, e o Pix continua sendo gratuito para os usuários”, afirma.

O ato normativo revogado pela Receita Federal previa o aumento dos limites para monitoramento de transações: R$ 5 mil para pessoas físicas e R$ 15 mil para pessoas jurídicas, ampliando também a obrigação para outras instituições financeiras, como operadoras de cartão e fintechs. A medida, segundo Wagner, tinha como objetivo fortalecer o acompanhamento tributário, mas acabou sendo alvo de desinformação. “A disseminação de fake news gerou um clima de insegurança, levando muitas pessoas a acreditarem que suas operações cotidianas estariam sendo fiscalizadas de forma arbitrária, o que não era o caso”, destaca.

Além disso, Wagner reforça que a decisão de revogação foi acompanhada do anúncio de uma nova Medida Provisória (MP), que, de acordo com o governo, visa reforçar os princípios de sigilo bancário e gratuidade do Pix. “Essa MP é importante para tranquilizar os usuários e reforçar a confiança em um sistema que, nos últimos anos, se tornou o meio de pagamento mais utilizado pelos brasileiros”, pontua.

Para os profissionais e empresas que lidam diretamente com obrigações fiscais, o contador orienta a importância de acompanhar as mudanças regulatórias e buscar informações confiáveis. “Em um cenário onde as fake news têm o poder de gerar pânico, é fundamental que os contribuintes se informem por fontes seguras e contem com o suporte de especialistas para cumprir suas obrigações tributárias sem transtornos”, conclui.

Clique para comentar

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

5 + doze =

Publicidade
Publicidade

Notícias relacionadas

Negócios

Levantamento da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e da Nexus indica que a preocupação com o meio ambiente está cada vez mais presente...

Negócios

Considerada uma iniciativa de sucesso na orla de João Pessoa, a Cidade do Forró estendeu a programação até o fim do Carnaval para visitação...

Negócios

Conhecida como a “Porta do Sol”, por ser o ponto onde o sol nasce primeiro nas Américas, João Pessoa vem, ao longo dos anos,...

Negócios

A Hapvida reforçou seu posicionamento de cuidado integral com as pessoas ao promover, no Maracanã, uma ação de conscientização sobre saúde mental durante o...

Copyright © 2023 Feito com JS Dev.