TRE-PB mantém cassação do prefeito e vice de Cabedelo - André Gomes
Siga nas redes sociais

Política

TRE-PB mantém cassação do prefeito e vice de Cabedelo

O Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba manteve, nesta segunda-feira (17), confirmou a sentença que cassou os mandatos do prefeito de Cabedelo, André Coutinho; da vice, Camila Holanda, e do vereador Márcio Silva, por suposto abuso de poder político e econômico e compra de votos nas eleições de 2024. A defesa vai recorrer da decisão.

A maioria da Corte seguiu o entendimento do juiz-relator Kéops de Vasconcelos Amaral Vieira Pires, que votou pela manutenção da decisão da juiz Thana Michelle Carneiro Rodrigues, da 57ª Zona Eleitoral.

A única ressalva em relação à decisão de primeira instância, feita pelo relator, diz respeito à manutenção da elegibilidade da vice-prefeita Camila Holanda. Por outro lado, foi mantida a inelegibilidade por 8 anos de André Coutinho, Márcio Silva e do ex-prefeito Vítor Hugo Castelliano (Avante).

O magistrado também votou para que sejam realizadas novas eleições para os cargos de prefeito e vice-prefeito na cidade e que seja comunicado à juíza da 57ª Zona Eleitoral que providencie a posse do presidente da Câmara Municipal, Edvaldo Neto, no cargo. A comunicação, no entanto, só deverá ser feito após a análise dos embargos.

O entendimento do relator foi seguido pelos juízes Rodrigo Clemente de Brito Pereira, Helena Fialho, Renata Barros e o presidente da Corte, Oswaldo Trigueiro. Em sentido contrário, votou o desembargador Aluízio Bezerra Filho.

Ele entendeu que o material probatório não demonstrou de forma inequívoca responsabilidades que sustentassem a cassação. “Havendo incerteza probatória deve ser mantida a vontade do povo”, disse o magistrado, reafirmando a máxima jurídica do “in dubio pro sufragio”.

O magistrado questionou várias das provas. Lembrou, inclusive, que o órgão acusador, o Ministério Público Eleitoral, defendeu no primeiro grau a inocência de Vítor Hugo, justamente o agente público citado nas investigações como o responsável pelas contratações de pessoas supostamente indicadas por faccionados. André Coutinho foi eleito com mais de 26 mil votos, o equivalente a 66% do total, e teve 17 mil votos a mais que o segundo colocado, o deputado estadual Wallber Virgolino (PL).

O julgamento recomeçou nesta segunda com a apresentação do voto-vista do juiz Rodrigo Clemente de Brito Pereira, que entendeu pela rejeição da preliminar de cerceamento de defesa, seguindo o entendimento do relator.

O mesmo entendimento foi apresentado pela juíza Renata Barros e pelo presidente da Corte, Oswaldo Trigueiro Filho. A favor da preliminar votaram o desembargador Aluízio Bezerra, que puxou a divergencia do relator, e a juíza federal Helena Fialho.

A Aije tem por base as descobertas feitas pela Polícia Federal e o Gaeco no âmbito da Operação “En Passant”, que investigou um suposto aliciamento violento de eleitores na cidade ano passado. Ela cita o caso de conversas que foram encontradas pela PF no aparelho celular de uma das investigadas, a Flávia Monteiro. Flávia é considerada o elo entre o grupo político e uma facção ligada ao tráfico de drogas.

Clique para comentar

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

19 − um =

Publicidade
Publicidade

Notícias relacionadas

Política

O município de Guarabira foi contemplado com a construção de uma nova Unidade Básica de Saúde (UBS) porte 2, no valor de R$ 2,3...

Política

O empresário Diogo Cunha Lima (PSD) deve ser anunciado como pré-candidato a vice na chapa a ser encabeçada pelo ex-prefeito Cícero Lucena (MDB), na...

Política

João Pessoa se prepara para viver mais de 40 dias de uma extensa programação de festejos juninos, com eventos distribuídos nos bairros, além da...

Política

Prefeitas paraibanas, empreendedoras e mulheres atuantes no setor de tecnologia participaram, nesta quinta-feira (23), do Convergência 2026, evento realizado no Intermares Hall, que reuniu...

Copyright © 2023 Feito com JS Dev.