João Pessoa deve encerrar 2026 com um segundo semestre mais aquecido do que o primeiro no setor imobiliário. A avaliação é de Ivan Rocha, sócio do Núcleo Imobiliário, empresa especializada na intermediação de imóveis e na gestão comercial de lançamentos imobiliários. Com mais de 10 anos de atuação no mercado, o especialista analisa o comportamento do setor na capital paraibana e as perspectivas para os próximos meses.
Segundo Ivan, o número de lançamentos entre janeiro e junho ficou abaixo do esperado. O principal motivo foi a revisão do Plano Diretor da cidade pela Prefeitura de João Pessoa (PMJP), especialmente nas áreas localizadas na faixa de até 500 metros da orla, o que represou novos projetos na região.
A Prefeitura discute, em audiências públicas, uma proposta de regras mais restritivas para a altura de edificações nessa faixa de 500 metros, em resposta a uma recomendação do Ministério Público da Paraíba (MPPB). A proposta, que reforça o Decreto Municipal 9718/2021, ainda depende de aprovação da Câmara Municipal, o que ajuda a explicar a cautela das incorporadoras com novos projetos na região ao longo do primeiro semestre.
Apesar da retração no volume de lançamentos, os empreendimentos apresentados no período tiveram forte desempenho comercial. “As vendas dos imóveis, no entanto, não desaceleraram, o que demonstra o quanto o mercado de João Pessoa está maduro”, afirma o especialista.
Segundo semestre deve superar o primeiro
A expectativa de Ivan é de crescimento tanto no número de lançamentos quanto em vendas na segunda metade do ano. A estratégia das incorporadoras, segundo ele, está concentrada em suprir a falta de imóveis com dois e três quartos na cidade, que têm sofrido carência de oferta.
Os números do Índice FipeZAP confirmam o aquecimento do mercado descrito pelo especialista. Em junho de 2026, o preço médio do metro quadrado em João Pessoa chegou a R$ 8.286, após alta de 1,06% no mês, o que leva a valorização acumulada no ano a 3,76% e a 9,42% em 12 meses.