Construir mais rápido deixou de ser apenas uma questão de ritmo no canteiro de obras. Em um setor pressionado por produtividade, custos e cumprimento de prazos, a velocidade de execução passou a depender cada vez mais de decisões tomadas antes mesmo do início da construção, com planejamento, compatibilização de projetos e uso de tecnologia.
Metodologias como o Lean Construction ou Construção Enxuta, adaptadas dos princípios da produção industrial, buscam reduzir desperdícios, organizar fluxos de trabalho e evitar etapas que não agregam valor à obra.
A MGA Construções é uma das empresas que incorpora esses princípios à rotina de planejamento e execução de seus empreendimentos. Segundo o diretor técnico, Matheus Carneiro, o trabalho começa antes da chegada das equipes ao canteiro.
“Antes do início da obra, a equipe estrutura o sistema de produção e detalha como as etapas serão executadas. Depois, o planejamento é constantemente revisado, com acompanhamento semanal das atividades de curto prazo, planejamento mensal de médio prazo e reuniões para análise dos resultados e definição de novas metas e ações”, explica.
Para Matheus, a velocidade percebida no canteiro é resultado de uma cadeia de decisões que começa ainda na concepção do empreendimento. Por isso, não existe um prazo médio único para todas as obras. Os cronogramas são definidos de acordo com o tamanho, a complexidade e as características de cada projeto.
Tecnologia antes do canteiro – A busca por eficiência também começa na etapa de projetos. A MGA utiliza o BIM (Building Information Modeling) e mantém uma equipe interna dedicada à compatibilização das diferentes disciplinas.
A ferramenta permite identificar conflitos entre projetos ainda durante o desenvolvimento, evitando que problemas sejam descobertos somente quando a obra já está em execução.
“Velocidade, para nós, não significa simplesmente fazer mais rápido. O objetivo é produzir melhor. O uso dessa ferramenta nos permite analisar previamente a integração entre os projetos e identificar possíveis conflitos ainda na fase de desenvolvimento. Com isso, situações que poderiam resultar em retrabalho durante a construção podem ser solucionadas antecipadamente”, afirma Matheus.
No canteiro, a construtora também utiliza ferramentas e sistemas para organizar o fluxo de produção, como o método visual Kanban para sequência dos serviços e distribuição de materiais, transporte de argamassa, dutos para coleta de entulho, aço cortado e dobrado, instalações racionalizadas e kits com montagem prévia.
A lógica é reduzir cortes, perdas, deslocamentos e intervenções desnecessárias. “A ideia é criar um fluxo de produção mais organizado”, resume o diretor técnico.
MGA – A MGA Construções é uma empresa paraibana que está há duas décadas em atividade, já entregou 17 projetos e atualmente está com seis em construção.















