A deputada estadual Camila Toscano cobrou providências imediatas do Governo do Estado após a interdição do Instituto Médico Legal (IML) de Guarabira, no Brejo paraibano. A unidade atende cerca de 30 municípios e foi interditada pelo Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB) depois que fiscalização constatou irregularidades no armazenamento de corpos e falhas graves de higiene.
O CRM-PB já havia realizado três fiscalizações anteriores e solicitado adequações estruturais, que não foram cumpridas. Entre os problemas apontados estão a ausência de refrigeração adequada para os corpos, condições precárias de higienização e a convivência de material médico com itens de construção em área de reforma.
Com a decisão, os corpos de vítimas de morte violenta que seriam encaminhados para o IML de Guarabira passarão a ser direcionados para unidades em cidades como João Pessoa e Campina Grande.
Camila Toscano classificou a situação como grave e afirmou que a interdição escancara o que chamou de abandono do Governo do Estado com a região do Brejo paraibano.
“O que está acontecendo em Guarabira é um desrespeito com a população do Brejo. Estamos falando de um serviço essencial, que precisa funcionar com dignidade e respeito às famílias em um momento de dor. Não podemos aceitar que corpos sejam tratados sem as condições mínimas de estrutura”, declarou.
A parlamentar ressaltou que irá formalizar pedido de informações ao Governo do Estado e cobrar medidas urgentes para reestruturação da unidade. “Vou protocolar requerimento solicitando explicações e cobrando providências imediatas. É inadmissível que os corpos precisem ser levados para João Pessoa por falta de condições no IML de Guarabira. Isso penaliza ainda mais as famílias, que já estão fragilizadas”, afirmou.
Segundo o CRM-PB, a interdição cautelar ética terá duração inicial de até 60 dias, a partir das 7h do dia 2 de março de 2026, período em que o exercício profissional médico na unidade ficará suspenso até que as irregularidades sejam sanadas.














