A corrida pelo Governo da Paraíba começou oficialmente neste domingo (16) com a mobilização dos principais candidatos que disputam o Palácio da Redenção. A partir da meia-noite, Cícero Lucena (MDB), Lucas Ribeiro (Progressistas) e Efraim Filho (PL) deram o pontapé inicial em suas campanhas, com atividades de rua, adesivaços e encontros com correligionários e eleitores.
A movimentação marca o início de uma nova etapa da disputa eleitoral, depois do período de pré-campanha e das convenções partidárias. Com a autorização da propaganda eleitoral a partir de 16 de agosto, os candidatos passam a apresentar oficialmente suas propostas, mensagens e estratégias ao eleitorado paraibano. O início da propaganda eleitoral geral nesta data está previsto no calendário oficial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Os primeiros atos de campanha foram realizados em clima de mobilização política, reunindo militantes, apoiadores e lideranças em torno das candidaturas. Os adesivaços também simbolizaram a ocupação das ruas pelas campanhas, que agora entram oficialmente na fase de busca pelo voto.
Disputa começa com três candidaturas em evidência
Cícero Lucena, pelo MDB, iniciou sua caminhada eleitoral buscando ampliar a mobilização em torno de seu nome e apresentar ao eleitorado sua proposta para o futuro da Paraíba.
Pelo Progressistas, Lucas Ribeiro também colocou sua estrutura de campanha nas ruas. Atual governador, Ribeiro disputa a permanência no cargo e conta com uma aliança política que reúne diferentes forças partidárias no estado. A disputa paraibana é apontada como uma das mais competitivas da região Nordeste.
Já Efraim Filho, do PL, iniciou a campanha com um palanque de oposição aos grupos que atualmente concentram a maior parte das alianças políticas estaduais. O senador apresenta-se como uma alternativa no cenário eleitoral paraibano.
Com o início oficial da campanha, os três candidatos passam a disputar diretamente a atenção dos eleitores, em uma corrida que deverá ser marcada por agendas nas cidades, eventos políticos, presença digital, debates, entrevistas e apresentação de propostas.
O que pode e o que não pode na campanha
De acordo com as regras estabelecidas pela Justiça Eleitoral, a propaganda eleitoral está autorizada desde 16 de agosto. A legislação permite propaganda nas ruas e também na internet, inclusive em sites de candidatas e candidatos, partidos, federações e coligações, além de redes sociais, blogs, aplicativos de mensagens e outras plataformas digitais, desde que sejam observadas as regras eleitorais.
Na internet, a livre manifestação do pensamento é assegurada, mas pode sofrer limitações quando houver ofensa à honra ou à imagem de candidatos, partidos, federações ou coligações, ou quando forem divulgados fatos sabidamente inverídicos.
Outra preocupação da Justiça Eleitoral para as Eleições 2026 é o uso de inteligência artificial. As regras estabelecem medidas para evitar conteúdos fabricados ou manipulados capazes de disseminar informações falsas ou descontextualizadas que possam prejudicar a lisura do processo eleitoral, incluindo restrições ao uso de deepfakes para favorecer ou prejudicar candidaturas.
As campanhas também devem observar as regras de financiamento e prestação de contas. Desde 20 de julho, partidos, candidatas e candidatos precisam informar à Justiça Eleitoral os recursos financeiros recebidos para as campanhas no prazo de até 72 horas após o recebimento.
A propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão, por sua vez, começa em 28 de agosto e segue até 1º de outubro para o primeiro turno.
Com a abertura oficial da campanha, a Paraíba entra definitivamente no período de maior intensidade da disputa eleitoral. A partir de agora, Cícero Lucena, Lucas Ribeiro e Efraim Filho terão pouco mais de um mês para apresentar suas propostas, conquistar novos apoios e convencer o eleitorado paraibano antes da votação do primeiro turno.













