Paraíba obtém melhor Índice de Ensino à Distância do Brasil em pesquisa da RPS – André Gomes
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Paraíba obtém melhor Índice de Ensino à Distância do Brasil em pesquisa da RPS

A Paraíba é o Estado que possui o melhor Índice de Ensino à Distância (IEAD) em todo o Brasil, de acordo com pesquisa realizada pela série ‘Políticas Públicas e as Respostas da Sociedade”, produzida pela Rede de Pesquisa Solidária (RPS), da qual o Centro de Estudos da Metrópole (CEM-Cepid/Fapesp) faz parte. Em 2021, o IEAD da Paraíba atingiu 8,89 pontos – um aumento de três pontos em relação ao ano passado; enquanto a segunda posição ficou com o Distrito Federal, com um IEAD de 8,33; e na terceira posição, os Estados de Minas Gerais e do Paraná, com IEAD de 7,78.

Mais uma vez, a Educação oferecida no Estado da Paraíba foi reconhecida nacionalmente pelos esforços empregados pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Educação e da Ciência e Tecnologia (SEECT-PB), para promover um Ensino Remoto inclusivo e de qualidade para todos os estudantes da Rede Estadual durante a pandemia. Anteriormente, pesquisa realizada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) indicou a Educação da Paraíba como a que melhor oferece oportunidades de Ensino Remoto aos alunos.

IEAD

Concebido por pesquisadores ligados à RPS com base no exame de documentos oficiais publicados pelos governos estaduais e pelas secretarias de educação (e, na falta destes, notícias e comunicados à imprensa), o IEAD mede, diariamente, a amplitude e o potencial de alcance dos programas de ensino a distância desenvolvidos pelos estados após o fechamento das escolas.

Em nota técnica, a RPS explica que o IEAD resume informações que são, por natureza, qualitativas em uma única medida quantitativa. “Assim, simplifica o acompanhamento dos planos estaduais e permite uma comparação das estratégias de cada uma das unidades da federação. A coleta de dados é baseada em decretos publicados pelos governos estaduais e pelas capitais e por publicações oficiais nos sites das secretarias de educação”.

O índice é formado por quatro componentes: meios de transmissão (os meios e canais utilizados para oferecer aulas a distância, vídeos ou conteúdo educacional aos estudantes, como rádio, televisão ou internet); formas de acesso (materiais, dispositivos e tecnologias disponibilizados para oferecer a alunos e professores acesso às aulas e aos conteúdos, como celulares, tablets, apostilas ou quaisquer formas de subsídio à internet); supervisão dos alunos (as responsabilidades de supervisionar e garantir a frequência dos alunos nas aulas, além do monitoramento das atividades propostas, são atribuídas a professores e escolas, às instituições educacionais dos governos, ou a ambos); e cobertura (os níveis educacionais cobertos, como infantil, fundamental e médio).

Evolução

O secretário de Estado da Educação e da Ciência e Tecnologia da Paraíba, Cláudio Furtado, celebrou os índices e destacou a universalização da Educação na Rede Estadual de Ensino. “Essa pesquisa foi muito importante porque fez o levantamento dos sistemas remotos de todo o Brasil, e mostrou a evolução que nossa Educação teve. Já tínhamos uma boa colocação no ano de 2020, mas esse ano chegamos à maior nota do país. Isso nos dá uma responsabilidade muito grande para que na volta ao Ensino Híbrido possamos, cada vez mais, atender aos nossos alunos e universalizar este acesso à educação de qualidade”, comentou o secretário.

Regime Especial de Ensino na PB

Desde o dia 17 de março de 2020, foi instaurado na Paraíba o Regime Especial de Ensino, que é composto por uma série de ferramentas, ações e instrumentos que têm por objetivo continuar oferecendo Educação de qualidade aos estudantes da Rede Estadual de Ensino mesmo durante a pandemia.

Ao longo deste período, se destacam várias ações como a Plataforma Paraíba Educa, que integra professores e alunos em todo o Estado; a TV Paraíba Educa, que disponibiliza aulas pela televisão aberta que alcança 45 municípios, 296 escolas e 150 mil alunos; o uso do Google Classroom para aulas; o Aplicativo Paraíba Educa, com dados patrocinados para professores e alunos; e mais recentemente, o Programa Paulo Freire, que tem por objetivo promover a inclusão digital dos educadores através da cessão de computadores portáteis para todos os professores ativos da Rede Estadual de Ensino.

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