Pesquisadores alertam para desertificação da Caatinga e com regiões “áridas” no Nordeste - André Gomes
Siga nas redes sociais

Política

Pesquisadores alertam para desertificação da Caatinga e com regiões “áridas” no Nordeste

O processo de desertificação no Nordeste é uma realidade e já há a detecção de áreas “áridas”, praticamente desérticas. A preocupação foi aventada pela engenheira Margareth Sílvia Benício, pesquisadora da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos, ao proferir palestra na tarde desta segunda-feira (06), durante o Seminário de Políticas Públicas de Combate à Desertificação, evento promovido pelo Tribunal de Contas da Paraíba, que acontece no Auditório do Centro Cultural do TCE-PB.

Margareth participou do 2º painel de debates sobre “Áreas em Processo de Desertificação”, mediado pelo Auditor Júlio Uchôa, do TCE, e que a necessidade de identificação e monitoramento das áreas susceptíveis à desertificação, buscando meios para subsidiar ações efetivas e urgentes em relação à degradação da região.

A pesquisadora abordou sobre as áreas críticas da região e que apresentam evidências de um processo de desertificação que avança no semiárido nordestino, especificamente no Estado do Ceará. Ela pontuou várias experiências naquele Estado, por meio de mapeamento e imagens de satélite, constatando-se que um percentual de 10,2% do semi-árido cearense experimenta um avançado processo de degradação.

Naquela região, a Fundação faz uma experiência positiva para recuperar as áreas degradadas, através de monitoramento e ações que estão sendo implementadas pelo Estado, através do programa de Ação Estadual, criado em 2010, com esse objetivo, mas essa é uma situação pontual, e se faz necessária revisões pactuadas, inclusive com uma ação nacional de combate à desertificação.

O professor Humberto Barbosa, da Universidade Federal de Alagoas e coordenador do Laboratório de Análise e Processamento de Imagens de Satélite, reforçou a preocupação dos pesquisadores, e alertou que a região do semiárido vem sofrendo consequências graves. Falou na redução das nuvens, o que denota a falta de chuvas, em paralelo ao aumento da temperatura. “A tendência é a região se tornar árida, como já está acontecendo”, disse ele.

Na sua fala, ele citou as vulnerabilidades, que passam por questões econômicas, tecnológicas, metodologias e formação de recursos humanos, além da situação institucional, devendo envolver providências de ordem vertical e horizontal, com interação entre o governo federal e os estados, incluindo os municípios na escala de importância, no que diz respeito à criação de políticas públicas para a Caatinga.

“O processo de desertificação já atinge em torno de 13% nas áreas degradadas. Precisamos de uma política para a Caatinga, monitoramento e qualificação de recursos humanos para buscar os meios e os controles que podem trazer equilíbrio”, disse ele, ao alertar que a combinação de secas com altas temperaturas afeta a qualidade da água, prejudicando os mananciais, com reflexos graves na saúde das pessoas que vivem na Caatinga.

Clique para comentar

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

3 × 4 =

Publicidade
Publicidade

Notícias relacionadas

Política

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ampliou sua votação em Princesa Isabel, no Sertão da Paraíba, entre o primeiro e o segundo turno...

Política

A Prefeitura de Guarabira, através da Secretaria de Urbanismo, Meio Ambiente e Saneamento (SUMASA), iniciou, nesta segunda-feira (26), o programa Limpeza Certa, uma nova...

Política

Levantamento do g1 com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aponta que 35.521 votos foram registrados após as 17 horas de domingo (25), no...

Política

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito neste domingo (25) presidente da República e conquistou seu quarto mandato à frente do Palácio do...

Copyright © 2023 Feito com JS Dev.