Pesquisadores capturam aves para estudo em Fernando de Noronha e dão a uma delas o nome de Juliette, do BBB21 - André Gomes
Siga nas redes sociais

Política

Pesquisadores capturam aves para estudo em Fernando de Noronha e dão a uma delas o nome de Juliette, do BBB21

Pesquisadores do projeto Aves de Noronha realizam, na ilha, a primeira fase de trabalho para coleta de material neste ano. O estudo analisa espécies terrestres e marinhas ameaçadas de extinção para avaliar a situação delas, indicar ações de preservação e criar um observatório. Uma das aves capturadas recebeu o nome de Juliette, em homenagem à participante do reality show Big Brother Brasil (BBB) 2021.

A pesquisa busca envolver moradores e turistas, com informações e apresentação do trabalho. As aves capturadas ganham nomes que ajudem a aproximar as pessoas dos animais. Por isso, uma ave da espécie sebito ganhou o nome da paraibana, que é um dos destaques do programa e soma mais de 16 milhões de seguidores nas redes sociais.

“Juliette é nordestina, mulher arretada. Quando capturamos esse sebito, a ave estava brava. Por isso, fizemos essa homenagem. Esperamos que a Juliette do BBB venha a Noronha para observar a Juliette insular”, afirmou a bióloga Cecília Licarião, coordenadora do projeto.

Aves são avaliadas na pesquisa — Foto: Ana Clara Marinho/TV Globo

Aves são avaliadas na pesquisa — Foto: Ana Clara Marinho/TV Globo

As espécies analisadas na pesquisa são sebito, cocoruta, rabo-de-junco-de-bico-amarelo, rabo-de-junco-de-bico-vermelho, pardela-de-asa-larga e o atobá- de-pé-vermelho. O projeto é uma das ações do Instituto Espaço Silvestre, que é sediado em Santa Catarina.

Nessa primeira fase, os pesquisadores instalaram redes de neblina, na área do Parque Nacional Marinho, para capturar sebitos (Vireo gracilirostris) e cocorutas (Elaenia ridleyana), que são o foco principal dessa etapa inicial.

Essas duas espécies são endêmicas, o que significa que elas só podem ser encontradas no mundo em Fernando de Noronha, de acordo com os estudiosos, que acreditam que existem cerca de dois mil sebitos e cocorutas na ilha.

As aves recebem as anilhas, que são marcações similares a anéis. “Com as anilhas, é possível identificar as aves. A gente quer saber como a população dessas espécies se locomove, aonde vão, qual alimento consomem, com quem namoram e quantos anos elas vivem”, disse Cecília.

Os dados das aves são catalogados — Foto: Ana Clara Marinho/TV Globo

Os dados das aves são catalogados — Foto: Ana Clara Marinho/TV Globo

A pesquisadora informou que esse é um projeto a longo prazo. A ideia é comparar dados colhidos, ao menos, por dez anos, pois uma ave vive, em média, doze anos.

O trabalho de campo começou no dia 18 de março e segue até 6 de abril. A expectativa inicial era capturar 50 aves nesta temporada. Até esta segunda-feira (29), foram capturadas 48 aves. Os estudiosos ficaram animados com os resultados e querem fazer o maior número de capturas possível.

Os pesquisadores fizeram uma análise inicial dos animais. “Nossa avaliação é que o estado de saúde é muito bom. Essas aves estão na área do Parque, uma região protegida. Elas estão saudáveis e dispostas, aparentemente estão em excelente estado”, declarou Cecília Licarião.

Aves ameaçadas de extinção recebem anilhas de identificação — Foto: Ana Clara Marinho/TV Globo

Aves ameaçadas de extinção recebem anilhas de identificação — Foto: Ana Clara Marinho/TV Globo

A captura é feita, entre outros locais, na Praia do Sancho. Os pesquisadores colocam quatro anilhas coloridas nas aves, mas explicam que essas identificações não prejudicam os animais.

“Nos trabalhos científicos, os adereços não podem pesar mais que 3% do peso do animal. Nós temos esse cuidado para não prejudicar os animais”, contou a coordenadora.

Segundo os pesquisadores, um sebito pesa, em média, 10 gramas e uma cocoruta tem o peso de 20 gramas. As quatro anilhas representam 2% do peso do sebito e menos de 1% do peso da cocoruta.

Os pesquisadores identificaram, em Fernando de Noronha, 90 espécies de aves terrestres e marinhas. Algumas delas são migratórias e, desse total, 17 espécies são consideradas residentes.

Do G1 Pernambuco

Clique para comentar

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

5 × 3 =

Publicidade
Publicidade

Notícias relacionadas

Política

A Prefeitura de Princesa Isabel deu posse, nesta segunda-feira (11), a 31 candidatos aprovados no último concurso público do município. Os novos servidores irão...

Política

No período 2023-2025, de acordo com o Centro de Liderança Pública (CLP), a Paraíba foi o terceiro estado que mais evoluiu em economia, ficando...

Política

Continuam abertas as inscrições para o Smart Cities Park, que será realizado entre os dias 10 e 12 de junho de 2026, no Centro...

Política

Acolhimento, cuidado e garantia de direitos têm sido prioridades no mandato da deputada estadual Camila Toscano (MDB) quando o assunto é a proteção às...

Copyright © 2023 Feito com JS Dev.