Quatro em cada dez pessoas deixaram de procurar ajuda médica por medo de contágio – André Gomes
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Quatro em cada dez pessoas deixaram de procurar ajuda médica por medo de contágio

Segundo a pesquisa “Coronavírus e seu Impacto no Brasil”, quatro em cada dez pessoas precisaram de alguma ajuda médica na pandemia, mas não procuraram por medo de contágio. Embora muitos tenham deixado de fazer suas avaliações médicas periódicas e só estejam retornando agora para os consultórios, esta nova realidade serviu, de certa forma, para alertá-las sobre a importância da manutenção da saúde, segundo o cardiologista Fulvio Petrucci.

De acordo com o médico, nessa volta às consultas com profissionais da área de saúde, as pessoas querem um ambiente de saúde amplo, ventilado, de preferência com luz natural. Pensando nessa nova realidade, surgiu o Omni – empreendimento da Hofmann Station e da Construtora Massai, que reúne empresarial no setor de saúde, shopping e moradia. A estrutura esta conectada aos protocolos sanitários e minimiza o contágio de vírus ou outros agentes em casos pandêmicos.

Além das mudanças na escolha dos ambientes para a busca de atendimento, provocadas pela pandemia, a população está mais atenta a fatores de riscos que podem agravar os casos de coronavírus. “Apesar da covid-19 ser a principal preocupação, percebi que muitos pacientes passaram a querer ter o controle de fatores de risco para a doença, como a questão cardiovascular, para que, se eventualmente forem atingidos, terem maiores chances de sobrevivência, ou possam evitar intercorrências médicas que demandem atendimentos de urgência”, disse o especialista.

Tradicionalmente, o homem a partir dos 45 anos e a mulher a partir dos 55 são a faixa etária de maior risco, mas a recomendação de Petrucci é pensar na prevenção – não só cardiovascular, mas da saúde como um todo – a partir dos 18 anos de idade. “Nesta faixa etária, hábitos saudáveis podem prevenir uma série de doenças vasculares, obesidade e neoplasias. Devemos estimular estes bons hábitos desde muito jovens. As pessoas estão cada vez mais conscientes que precisam disso para ter qualidade de vida”, disse.

Em João Pessoa, é possível ver muita gente caminhando, correndo e pedalando pela orla e parques, além de frequentar as muitas academias espalhadas pela cidade, independentemente da idade. “É uma tendência e a Sociedade Brasileira de Cardiologia estimula muito esse bom hábito”, destaca.

Comorbidades

Está bem estabelecido que doenças cardiovasculares, como a hipertensão arterial, são algumas das comorbidades que fazem com que pacientes com covid-19 tenham risco de uma evolução clínica ruim. Ao mesmo tempo, uma publicação da Sociedade Brasileira de Cardiologia, de 2020, aponta um número muito grande de casos de infarto que não foram tratados porque, por medo, os pacientes deixaram de procurar os hospitais. E também por medo de se expor ao coronavírus, portadores de doenças neoplásicas tiveram seu diagnóstico retardado.

Ambientes – As mudanças de hábito em relação aos ambientes, vieram para ficar, segundo Petrocci. “As pessoas querem um ambiente de saúde amplo, ventilado, de preferência com luz natural. Isso não é só agora no momento da covid-19. Algumas questões de segurança provavelmente vão se perpetuar. A higiene e o distanciamento servem para diminuir a transmissibilidade de uma série de doenças”, argumenta. Ele acredita que o Omni pode ser o precursor de uma tendência em arquitetura na área da saúde.

A amplitude do espaço e o todo o verde encontrado no Omni contribuem, ainda, para a saúde mental do paciente que, segundo o cardiologista, sente-se mais seguro para falar com o médico. “Tanto hospitais quanto consultórios médicos são, via de regra, um tanto frios. Ambientes silenciosos, brancos. Criam, por si só, uma certa insegurança e tensão para os pacientes. Numa visita ao Hospital Albert Einstein, em são Paulo, percebi uma mudança estrutural do hospital. Não parece que estamos num hospital. Há lojas, restaurantes, muito jardins e isso consegue dar uma leveza para este ambiente. Todos aqueles acometidos por alguma doença de ordem física ou emocional sentem-se mais acolhidos, num ambiente mais humanizado. Vamos ter tudo isso aqui em João Pessoa”, avalia.

O profissional destaca, também, que a abordagem multidisciplinar do Omni facilita a vida dos pacientes. “Cardiologistas atuam muito em conjunto com psicólogos, nutricionistas, endocrinologistas. Com esses profissionais no mesmo espaço, há facilidade de acesso para os pacientes, que podem resolver tudo no mesmo local”, ressalta. E também para os médicos, que podem se reunir mais facilmente para discutir casos específicos de pacientes em comum.

Omni

O Omni é um empreendimento que une área da saúde, shopping e residencial. Utilizando o conceito de “mixed-use”, ele proporcionar a integração desses ambientes, mas mantendo-os independentes e dinâmicos, e adequados as normas de segurança necessárias para uma pandemia. Ele será construído em uma das melhores localizações de João Pessoa, no bairro de Manaíra, e iniciará suas obras no início de 2022.

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