Ruy pede empenho dos órgãos de fiscalização após Prefeitura de João Pessoa distribuir medicamento vencido - André Gomes
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Ruy pede empenho dos órgãos de fiscalização após Prefeitura de João Pessoa distribuir medicamento vencido

O deputado federal Ruy Carneiro (PSC) solicitou ações efetivas dos órgãos de fiscalização para combater o descaso e a má gestão na saúde de João Pessoa. Além dos problemas recorrentes nas unidades de saúde da capital, dessa vez o parlamentar também citou a grave denúncia de distribuição de medicamentos vencidos para a população.

De acordo com Ruy, essas questões estão ocorrendo com mais frequência e colocando em risco a vida das pessoas. “Primeiro a péssima estrutura e o pedido de demissão de nove médicos no Hospital do Valentina, depois a falta de medicamentos no Trauminha e agora a distribuição de remédios vencidos no bairro São José. É hora das autoridades, dos órgãos de fiscalização e da Câmara Municipal estar mais presentes e atentas a esses temas. Isso é muito grave e nós temos que colocar um ponto final em relação a essas questões.”, cobrou o deputado.

O caso mais recente aconteceu quando uma família procurou atendimento no posto de saúde do bairro São José para uma criança de 3 anos, que estava com sintomas gripais. A mãe alega que a menina recebeu atendimento médico, mas a medicação entregue pela farmácia da unidade estava vencida desde janeiro.

“Nós recebemos a medicação e fomos para casa. Eu tentei diluir de acordo com as orientações e achei que a textura estava diferente, mas eu confiei e não olhei a embalagem. Logo depois de tomar o remédio, ela vomitou, ficou molinha e dormiu. Enquanto ela dormia eu fui olhar e vi que havia vencido em janeiro e a gente já está no mês cinco.”, desabafou Rosangela Mariano, mãe da criança.

Ao procurar a unidade de saúde, o pai não foi recebido e decidiu voltar pra casa. No outro dia, ele retornou ao posto, onde a atendente fez a troca, mas segundo a mãe tentou minimizar o problema, dizendo que isso acontece, como se fosse algo comum. “Ela disse que isso acontece e nunca deu problema, mas nós pagamos impostos e essas pessoas são pagas para observar a data. A sorte foi que a menina vomitou. Imagina se ela não tem vomitado e a gente só vice depois?”, finalizou a mãe.

A família ainda denuncia que a USF não oferece atendimento odontológico regular. Segundo eles, os profissionais que atuam no local sempre alegam que os equipamentos estão quebrados e nunca dão uma previsão de quando o serviço será regularizado. As denúncias foram divulgadas através de reportagem na Tv Cabo Branco.

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