Por Nice Almeida
Essa semana vi no Instagram do Centro Espírita O Consolador, casa que me acolhe, a seguinte pergunta:
“Qual livro mudou a sua vida?”.
Na mesma hora a imagem que me veio à cabeça foi o Evangelho. É até bem óbvio que isso aconteça, afinal, nenhum livro é capaz de mudar tanto a vida de alguém como ele.
Só que… o Evangelho não é UM livro. Ele é O livro. Então, pensei: caso não houvesse no mundo este tratado de paz, este manual de amor, esta tese psicológica, qual seria o livro que eu teria na cabeceira da minha cama para trazer conforto ao meu coração e alma?
Olhei para minha estante e logo me saltou aos olhos ‘Pelos caminhos de Jesus’. Uma obra de Divaldo Franco pelo Espírito Amélia Rodrigues. Páginas por mim já lidas, relidas, re-relidas… Uma grande inspiração para entender com profundidade muitas das histórias do Cristo e sentir na nossa essência o acariciar dos olhos doces do Mestre.
Amélia Rodrigues para mim é a compositora, a poetisa que descreve com maestria e refinamento os passos de Jesus ao ponto de nos teletransportar para a época em que o Divino esteve encarnado na Terra.
Já na página 19 encontro grifos do parágrafo que arrancou luz de meus olhos: “Com algumas frases, compôs o poema da liberdade – as Bem-aventuranças, que são o momento glorioso da Sua palavra e vida”, indica Amélia sobre o Sermão do Monte.
E ela continua na página 23: “Quem conheceu Jesus, jamais O olvidará e d’Ele não mais se libertará… Não importa o tempo que passe. Impregnado pelo Seu amor, retornará à Sua presença como o rio coleante entre as anfractuosidades do terreno, buscando o mar do qual se separou…”.
Para falar sobre o Evangelho, o majestoso Espírito luminoso o chama de Carta Magna da Humanidade. Quem é do Direito de cara já deve ter feito comparação com a Constituição, onde estão empunhadas todas as leis que regem as regras da boa convivência em sociedade. Agora imagine uma Constituição ditada pelo Mestre? Se a seguíssemos seria o suficiente para o mundo ser lugar de paz, fraternidade e harmonia.
“Jamais se ouvira um código das leis mais precioso e oportuno. Nunca mais se voltaria a escutar que se lhe equiparasse em beleza, profundidade e equilíbrio”, relata Amélia.
Ah, seriam tantos os trechos que eu poderia arrancar do livro e trazer para vocês. Tantas as reflexões. E a beleza de como ela narra cada ambiente, até mesmo os invisíveis, como o ar, o barulho das ondas, e até as vozes dos animais e o tato da natureza.
Amélia Rodrigues é, de longe, a escritora do mundo espiritual que mais me encanta, me arranca suspiros e me leva a uma viagem de volta para Deus.
Quantas vezes a escuridão das minhas sombras internas precisarem ser iluminadas por suas palavras desta e de tantas outras obras, a exemplo de ‘Há flores no caminho’ e ‘Primícias do reino’, eu abrirei as suas páginas para seguir buscando também as palavras do Cristo.














