Quase um terço dos municípios já iniciou aplicação de dose de reforço em idosos contra covid-19 – André Gomes
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Quase um terço dos municípios já iniciou aplicação de dose de reforço em idosos contra covid-19

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Cerca de 31% dos Municípios brasileiros já deram início à aplicação da dose de reforço na população idosa. A região Centro-Oeste é a que possui o maior percentual de Municípios já aplicando a chamada “terceira dose”, 47,1%. Em seguida, vem o Sudeste, com 38,8%; o Norte, com 26,1%; o Sul, com 23,5%, e o Nordeste, com 18,9%. Dentre os que ainda não iniciaram, 77,4% afirmaram já estar organizados para começar essa imunização. Os dados fazem parte da 25ª semana da pesquisa Covid-19 da Confederação Nacional de Municípios (CNM), que ouviu 2.063 gestores municipais entre os dias 13 e 16 de setembro.

A pesquisa também mostra que 1441 Municípios (69,8%) não tiveram mortes pela doença nesta semana. Apenas 5,6% relataram aumento; enquanto 9,4% apontaram queda e 12,2% estabilidade no número de óbitos. Quanto ao registro de novos casos confirmados de Covid-19, 25,6% (528) afirmaram que não houve nesta semana. Outros 28% apontaram queda; 28,1% estabilidade; e 15,5% aumento.

Uma questão que traz preocupação no estudo desta semana diz respeito ao aumento no percentual de Municípios que identificaram a variante Delta no território: 12,1%. Nas duas edições anteriores da pesquisa – realizadas, respectivamente, de 30 de agosto a 2 de setembro e de 23 a 26 de agosto -, esses percentuais eram de 7,7% e 5,4%.

Vacinação de adolescentes
A maioria dos Municípios vacina nesta semana pessoas entre 18 e 24 anos, contabilizando 54,2% dos respondentes. E pelo menos 915 Municípios (44,4% dos pesquisados) afirmaram que já estão imunizando adolescentes entre 12 e 17 anos sem comorbidades. Sobre o tema, que trouxe polêmica diante de nova orientação do Ministério da Saúde, a CNM reforça que a Nota Técnica 36/2021 da Secovid, de 2 de setembro, recomendou a “ampliação da oferta da vacinação contra a Covid-19 para a população de 12 a 17 anos sem comorbidades, com início a partir de 15 de setembro de 2021”.

A Confederação esclarece que, apesar da data estabelecida, o andamento da vacinação não ocorreu de forma equânime no país. Assim, muitos Municípios terminaram de vacinar pessoas acima de 18 anos antes do dia 15, iniciando a vacinação de adolescentes de 12 a 17 com comorbidades. Nesses casos, ao cumprirem as recomendações do Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra Covid-19 (PNO) e embasados na NT 36/2021, os Municípios pactuaram em Comissão Intergestores Bipartite (CIB) a vacinação do restante da população prevista de adolescentes de 12 a 17 anos (sem comorbidades).

Diante disso, a CNM lamenta que repetidamente autoridades do governo federal façam pronunciamentos em que impõem a responsabilidade aos gestores locais de erros cometidos pelo próprio Poder Executivo Federal no enfrentamento da pandemia.

Falta de imunizantes
Quase um quarto dos Municípios que participaram da pesquisa desta semana apontou que houve falta de imunizantes, totalizando 23,1%. Desses, 57,7% afirmaram ter faltado vacina para aplicação da primeira dose. Já 65,6% apontaram que o problema foi referente à segunda dose. A vacina da Fiocruz (Astrazeneca) foi o imunizante que mais faltou nos Municípios, tanto para primeira quanto para a segunda dose.

Tratamento pós-Covid
O atendimento a pacientes com sequelas decorrentes da Covid-19 tem sido prestado por 79,8% dos Municípios. Dentre os serviços mais ofertados estão: fisioterapia; atendimento em saúde mental; transporte municipal para tratamento fora do domicílio; exames de imagem; serviços em cardiologia; serviços em pneumologia; e serviços em nefrologia.

Calendário escolar
Outro desafio dos gestores municipais no enfrentamento da pandemia diz respeito ao calendário escolar. Segundo 50,2% dos gestores, o ano letivo tem sido prejudicado em decorrência do cenário atual. Outros 42,2% afirmaram que não e 7,6% não responderam. Apesar disso, a maioria dos respondentes (57,2%) apontou que o ano letivo de 2021 deverá ser encerrado até o dia 31 de dezembro. Já 22,4% não têm previsão.

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