O Holandês - André Gomes
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O Holandês

Por Nice Almeida

Não faz muito tempo, as sombras de minh’alma viram-se assustadas diante da verdade esclarecedora da necessidade urgente de mudança. O verbo mudar, contudo, nunca vem acompanhado sozinho no soletrar de letras mortas a nos arrastar a esferas penosas da culpa, medo e repúdio aos próprios traços deprimentes das condutas maldosas expostas frente à luz.

Dias difíceis eram enfrentados motivados por novo equívoco, embora repetido nas ondas tempestuosas das más escolhas. A angústia era parceira do autoflagelo a consumir meu ‘eu imaginário’ temeroso de encontrar-se com o ‘eu real’.

Foi nessa fase que uma mensagem consoladora de um amigo espiritual acordou-me para os passos vindouros a serem dados. A frase dizia exatamente assim: “Deus não oferta castigo para a reparação das faltas. Ele oferta trabalho”.

O tempo passou e vi chegar em minhas mãos a obra ‘O Holandês’, ditado pelos Espíritos Fredéric e Michele, na psicografia da amiga Cláudia Almeida. Já nas primeiras páginas a evidência nítida do encontro com uma história que pouco difere da minha. Provavelmente, pelos relatos que tenho acompanhado, em muito se parece com tantas vivências atuais, o que nos faz mergulhar na história como alguém a vivê-la em conjunto.

Nos instantes iniciais do processo de transformação moral do personagem principal, ele questiona: “Se Deus me perdoasse os maus passos, poderia então recomeçar? Mas como encontrá-lo? […]”.

Logo em seguida, Fredéric revela ter ouvido o som sublime de voz luminosa a lhe aconselhar: “Olhe para os que mais sofrem, Deus está com eles”.

Lembrei-me imediatamente do conselho acolhedor soprado em meus ouvidos na agonia disparada em mim motivada por falhas recorrentes, as quais já havia me cansado de reproduzir. Sim, havia uma essência cheia de sinônimos em ambas as orientações.

O livro ‘O Holandês’ revela contornos de uma estrada pedregosa, onde muitos de nós insistem em caminhar por um motivo simples: cegueira. Ao fecharmos nossos olhos para a impressão consciencial das leis divinas tatuadas em nossas almas, nos esquivamos de conter os vícios dominantes que nos promovem tanta dor.

Para tanto, o alívio! É possível sim recomeçar! E sabe o que nos expõe ‘O Holandês’, sem nenhum véu a cobrir nossos olhos? A resposta está já no título da obra. “Seu reerguimento começou nas sombras do Umbral”.

Não precisamos esperar que se faça a luz diante de nós para nos reerguermos de nosso decaimento. E isso por um motivo muito simples: a luz nunca nos abandona, somos nós, criaturas ainda em processo de soerguimento, que nos afastamos dela.

Só voltamos a nos reencontrar com a iluminação quando nos tornamos capazes de enxergar as sombras vivas em nós mesmos. Ao admitirmos que elas estão lá, pulsantes, nos tornamos capazes de decidir por transformá-las em luz. E isso só é possível quando adotamos a terapia da caridade.

Foi essa a decisão de Fredéric. Ainda no Umbral, ele decidiu praticar a terapia da caridade, trabalhar para o bem e se reerguer. Ele nem sabia direito por onde começar, o que fez foi aproveitar as oportunidades colocadas em sua jornada como placas sinalizadores de resgate.

Trabalhou, esperou, se perdoou e amou!

O livro ‘O Holandês’ é de fato uma obra digna de best-seller. É um mergulho no “eu dentro de mim”, uma joia rara descoberta no deserto de nossas aflições, um semáforo a nos indicar que chegou a hora de seguir em frente, fazendo novas e melhores escolhas.

Muito mais que indicar, recomendo muito a leitura a espíritas e não espíritas. Em cada frase formada, a cada capítulo continuado, o descortinar de uma janela que se abre para a brisa mansa, a luz intensa e o amparo reclamado.

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